Há de se respeitar a minha moral
O meu visual
E tudo que eu digo
Pra alguém me escutar
Mesmo a tal cibernética
Ah, ah, ah, ah, e ser imortal
Não é natural
Eu não sou capacho
Eu sei os meus passos
Pra não vacilar
É que eu insisto transparecer
No que eu acredito
Sem ressentimentos
E há tanta gente pra convencer
E que sei que sentem
O mesmo que eu sinto
Com a certeza do meu destino
Sei que o universo
Vai conspirar comigo
Estão precisando de amor
Estão precisando resolver
Estão precisando de carinho
E o tempo passa, e suas piadinhas já não têm mais graça
E não disfarçam o mar de lama da sua piscina
Pouca-vergonha que crescente contamina
Gente da tua laia, que vive no espaço paralelo
Não sabe o que é salário, nunca pegou um trem
Lá vai o trem lotado, babando de gente
E o surfe de trem e o torrado no chão
E você vendo tudo, tudo na televisão...
Ah, ah, ah, ah, e ser imortal
Não é natural
Eu não sou capacho
Eu sei os meus passos
Pra não vacilar
Ah, ah,