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Brazil
Lembro sempre da parte de um poema de Renato Castelo que diz assim: “Não me deixe ao largo, não sem sentir”
Só queria dizer que não aprendi a trocar os pés pelas mãos, e mesmo assim me pego tropeçando em minha própria intensidade;
Se eu não me permitir colocar a mão no fogo do peito, sei que ele vai latejar forte, e que quanto mais perto de meus desejos, mais longe de mim, tão logo, mais perto do que sou;
Deveria haver então comportas para o meu sentir?
