Toda ingenuidade implica uma crueldade. E, inclusive, o inocente é absolutamente responsável de sua condição passiva e atuante.
Todo momento é uma efemeridade revolucionária.
Toda certeza é um erro, uma ilusão, e é perigosa.
Toda liberdade fica cerceada pelo medo da amplitude desmedida da mesma.
Toda palavra é vã, e sempre desvela -(in)voluntariamente- sua natureza individual e coletiva.
Todo discurso conecta para mudar nada além do que já estava em processo de mutação.
Toda a realidade é assombrosamente inexata.
Tudo que se assevera contém contradição em si mesmo.
O existir deveria ser a incoerente arte da afirmação e negação de um desconhecer definitivo e total.
Portanto, DUVIDE... de tudo.
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