
Quem eu sou? na verdade fora difícil dizê-lo: corri muito mundo, a cada instante mudando de nome e de vida. Fui poeta e como poeta cantei. Fui soldado e banhei minha fronte juvenil nos últimos raios de sol da águia de Waterloo. Apertei ao fogo da batalha a mão do homem do século. Bebi numa taverna com Bocage — o português, ajoelhei-me na Itália sobre o túmulo de Dante e fui a Grécia para sonhar como Byron naquele túmulo das glórias do passado. — Quem eu sou? Fui um poeta aos vinte anos, um libertino aos trinta, sou um vagabundo sem pátria e sem crenças aos quarenta. Sentei-me a sombra de todos os sóis,
Álvares de Azevedo
Seja mais do que alguem na multidão Seja Sempre Você SEJA TUDO AO MESMO TEMPO AGORA SEJA NADA SEJA POSSIBILIDADE SEJA CONFUSÃO SEJA MÚSICA QUE EU NUNCA OUVI MAIS SEI DE COR SEJA PRESENÇA AUSENCIA DESEJO PUNIÇÃO INCOERENCIA MANIFESTA NO OLHAR DE UM AMIGO/INIMIGO BEBADO SEJA ESCULTURA QUE NÃO SE TOCA NÃO SE VÊ MAS SE SENTE
autor por mim desconhecido