Fiz uma viagem no tempo. A música me levou. Um toca discos, um vinil do Trem da Alegria e lá estava eu de volta aos meus poucos anos de idade. A capa, bem colorida, ainda estava na memória. Alguns trechos das músicas, não sei como, também permaneceram. Mas, faz tanto tempo… Minha infância parece um lugar tão distante.
Cresci em uma cidade pequena e, por causa disso, fui uma criança “de verdade”. Brinquei de esconde-esconde, amarelinha, comandos em ação, joguei futebol até anoitecer, ralei o joelho de bicicleta, subi em árvores e, também, delas cai. A rua era, praticamente, um parque de diversões. Limitado pelo toque de recolher das mães de plantão.
– Hoora de tomar banho!vixe era no rio mesmo.
Minha geração teve infância de verdade! Digo isso, porque sem joelho ralado, sem aventuras homéricas com os amigos e sem salvar todos no esconde-esconde… ser criança pra que? Ou eu cresci, e deixei de ser e ver de verdade as crianças, ou parece que tudo isso se perdeu um pouco. Videogame