Ancestrais sangraram em território branco,
Açoites, correntes, troncos
Quem nós somos?
De onde viemos?
Para onde vamos?
Seus gemidos não os comovem
Pare de chorar vê se se move,
O sonho de liberdade não se perdeu, muito sangue negro escorreu
E fez germinar a semente da esperança
Eu carrego vivo em mim a mudança
Já não tenho sede de vingança,
Mas ela virá, pois Deus vingará
Eu sou a continuidade do antigo escravo, porém
Graças aos rebeldes, meus pulsos não estão algemados,
Pela honra dos ancestrais é que eu guerreio
Sou orgulho do gueto
Sou contemporâneo, homem preto
Com os mesmos defeitos, porém
Com mais virtudes, sou a águia que alcança grandes altitudes
Vejo de cima todos os meus inimigos lá em baixo, largos, sujos,
Morrerão pelo meu sucesso não pelo meu fracasso
Sei que ameaço,
Pois represento igualdade com minha mente ou com meu braço,
Dignifique o trabalho, cuspa no ócio,
Não se deixe prejudicar, cuide dos seus negócios
Queime seu velho livro de história,