Não quero muito do mundo:
quero saber-lhe a razão,
sentir-me dono de mim,
ao resto dizer que não.
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
A minha vida é uma agonia. Brigo com o tempo, brigo com o espaço, confronto com o mundo e comigo mesma.
Eu que não quero me sujeitar ao óbvio, ao que já está dado como certo, posto, assim e assado, digo
Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
Eugénio de Andrade e Maria Aline
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