"Meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo."
Oscar Wilde
No I Ching diz -se que ninguém conhece a si mesmo. Sócrates imitava um oráculo dizendo "conhece-te a ti mesmo". Eu prefiro a dúvida. Se cada um prestasse atenção em si veria que é o efeito de um caleidoscópio, dependendo do olhar - de si ou do outro - e do tempo - agora, antes, depois, é-se algo ou outra coisa. Então, para me saber, vou tentando me observar, mas evito olhar no espelho, pois não me dou bem com minha imagem. Não gosto de espelhos, eles me traem. Antigamente queria invadi-los e saber o que há do outro lado, ainda quero, mas tenho medo.
Então, observo o meu medo e os monstros imaginários que ele cria, observo até cansar ou começar a me divertir. Faço mapas de mim com as coisas que busco desde que penso que cada um se torna o que contempla. Cada um é o outro que ele olha e o que recolhe no caminho: experiências, objetos, coisas. Espero aprender a rir mais de mim por meio dos outros. Não sei quem sou -