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Fábio Venturini

Sobre Amar
Quando eu amei pela primeira vez o amor era macabro, era umbanda, era macumba, quase um espiritismo, uma reencarnação. Depois quando sofria o amor era carma, coisas de vidas passadas. Já acreditei em amores de novela, paixões proibidas, metade da laranja, a Yoko Ono de cada John Lennon, e eu acreditava num amor que movia montanhas, e que faziam bandas de rock terminar. Mas o meu amor platônico, paixão carnal nunca foi cristão, sempre foi pecado, e vi em um qualquer o maior amor do mundo, amor sob mim, e sobre a minha capacidade de amar. O amor me ensinou coisas sobre mim, que nem toda a raiva e dor do mundo poderia me explicar. Uma outra coisa que aprendi sobre o amor é que não há área vip, nem seleção. Amamos por simplesmente amar-mos. Todo mundo ama e sabe ser amável. Cada um à sua medida. Até atrás da pessoa mais injusta existe alguém que ama e sempre estará pronta para perdoar. Amor de mãe, amor de amigo, o que todo mundo quer é um amor igual, mesmo que sejam brutos qua