"Não sou bom com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Aceito feliz quem eu sou, sou quase normal e uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. Admiro grandes qualidades, mas gosto mesmo é dos pequenos defeitos, são eles que nos fazem grande. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Não coleciono inimigos. Mudo de humor conforme a lua. Me desinteresso à toa. Me empolgo e alegro mais a toa ainda. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Mas tem nada não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é."