"A rainha do mar anda de mãos dadas comigo. Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim. É do ouro de Oxum que é feita a armadura que guarda meu corpo. O veneno do mal não acha passagem. Pensou que ando só? Atente ao tempo: não começa, nem termina, é nunca, é sempre. Se choro, minha lágrima cai para regar o capim que alimenta a vida. Se desejo, meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio. Vivo de cara para o vento, na chuva. E quero me molhar. O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam meu peito. Sou como haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta. Não mexe comigo, que eu não ando só..."
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