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Sou um coração humano que bate no peito de uma mulher. Mulher comum, simples... que chora e sorri como outra qualquer. Eu, que era eu ...sim, porque eu já fui eu... mas cheguei à triste conclusão de que não sou mais eu. Meu nome, que por isso mesmo, já esqueci, não interessa mais a ninguém.
Para um médico, sou apenas uma cliente.
Num restaurante, sou uma freguesa.
Quando alugo uma casa, viro inquilina.
Na condução sou passageira.
Nos correios, sou remetente.
No supermercado sou consumidora.
Para o Imposto de Renda sou contribuinte, com o prazo vencido sou inadimplente e se não pago sou sonegadora.
Para votar, sou eleitora;
mas no comício sou massa.
Viajar? Viro turista.
Na rua, caminhando, sou uma pedestre; e se me atropelam sou acidentada; no hospital viro paciente e para os jornais sou vítima.
Se compro um livro, viro leitora;
e, para o futebol, eu, que já fui torcedora, virei galera.
Para acabar com esse complexo... sim, porque estou complexada....
aconselharam-me a