Netos mudam tudo. Abalam a estrutura de mães (que foram) as mais experientes, as mais atentas. Mãezonas, pensavam que sabiam tudo de crianças, de ternura, de emoção. Aí vêm os netos.
O meu mais velho fez dez anos e se diz pré-adolescente, pré-jovem, pré-tudo, na verdade. Mateus, dez anos de meninice inteira, pequenas dores, sustos, deslumbramento. Falamos eu e ele uma linguagem particular. Moramos distantes 3 mil quilômetros, mas somos absolutamente presentes na vida um do outro. A comunicação sempre foi intensa. Já nos falamos por história em quadrinho, bilhete de três palavras em maiúsculas, tipo VOVÓ TE AMA, por bilhetes de verdade, carta, telefone, muito telefone e MSN.
Temos e somos personagens que vêm de longe, alguns já convivem conosco há cinco, seis anos.
Sei tudo, ou quase tudo, que acontece no colégio, conheci diretores e professoras em vários cenários. Um belo dia, chega a avó que vem de longe, cheia de perguntas.
Implico com a letra dele e com os jogos do Playstation.

No favorites to display

When André Cony adds favorites they will be shown here