Até o fim serei Agrônomo. Porque profissão alguma, por mais nobre me dará a sensação de liberdade que eu preciso e o direito de escolher meus caminhos, como sempre fiz. Que outra profissão me dará o prazer de pisar nas mais belas lavouras, da brisa leve do Norte balançando meus cabelos e o vento bravo do sul fustigando meus olhos? Que profissão me dará o prazer de saciar a fome do mundo? De ser aplaudida e querida pelos que acreditaram? De ser amada, odiada, incompreendida, bajulada?
Que profissão me dará a glória de contracenar ao vivo com as mais belas paisagens da natureza? As chaminés das fazendas? A moda de viola? O misticismo do campo? As vaquejadas nordestinas, as congadas mineiras, as paisagens goianas ou a beleza indescritível do cerrado tocantinense? Que profissão me dará o prazer de contar orgulhosamente aos meus filhos e netos as epopeias vividas nos quatro cantos deste mundo?
Agronomia