MERAS CRENÇAS HUMANAS #5 - CRÓNICA DE JOÃO BAPTISTA
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acentua-se a desagradável simultaneidade da necessidade de estar só e da de querer ficar com os outros - uma sensação que aparece na fase de maior cansaço e a que se devia ceder. sentimos que só em solidão e numa calma absoluta podemos corresponder a este aceno ambíguo que vem do nirvana, e apesar disso precisamos da presença dos outros, como figuras em relevo que se deslocam levemente no pedestal do nosso próprio trono.
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mal o parceiro abriu a boca, e já nos desapontou enormemente. o que diz fica infinitamente aquém daquilo que lhe teríamos concedido e em que teríamos acreditado com imensa alegria se ele tivesse ficado calado. ele causa-nos um doloroso desapontamento porque nos desvia do mais importante objecto de toda a atenção: nós próprios.
walter benjamin, algures em marselha
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